Vamos honrar o nome do blog e postar de vez em quando, né? Enfim, lá vai mais um raro post by Ziriba Boy.

Era uma vez uma viagem. Mais uma. Depois de rodar o sul da América do Sul (Chile e Argentina), pintou o convite de um casal de amigos para ir passar o carnaval na Venezuela. Venezuela? Sim, lá. Explicando, eles iam para Isla Margarita, uma ilha venezuelana localizada no mar do caribe. A diferença de Curaçao ou Aruba é que Isla Margarita tem dono, não é uma região independente. Geograficamente é uma ilha do caribe e pronto. Como sempre se fala bem desse tal de caribe e tava na hora de variar um pouco os programas de carnaval, topamos. Pouco depois do nosso aceite, um outro casal entrou na onda e decidiram ir conosco. Trupe completa, passagens compradas. Fato interessante é que fizemos uma viagem juntos, porém separados: cada casal foi em um vôo, mas chegamos e saímos com diferença máxima de um dia.

Na ida, dois trechos: Brasília - Guarulhos, pela Gol e Guarulhos - Caracas, pela Varig. Lá vai a primeira dica importante: quando houver conexões, coloque um intervalo mínimo de 5 horas entre chegada e saída. Apesar do saco que é ficar no aeroporto, isso compensa uma eventual perda da conexão por atrasos, além de reduzir o estresse. Tínhamos umas 2h30 entre cada trecho, mas nosso primeiro vôo atrasou e por muito, muito pouco não perdemos a ida para Caracas. Enquanto eu esperava a mala (que sempre demora muito em Guarulhos, pois toda a bagagem passam por Rx), a Vanessa foi adiantar o check-in. Quando finalmente cheguei no guichê, ainda tomei uma bronca (em tom de brincadeira) da atendente - Vinicius, você demorou muuuuito. Ora bolas, quem demorou foi a Gol. Enfim, embarcamos. Vale dizer que a janta no avião da Varig foi uma delícia. Até o vinho tava ótimo. O primeiro fato realmente digno de nota nesta viagem aconteceu ainda no vôo. Na chegada, o piloto avisa "senhores passageiros, estamos chegando em Caracas, a temperatura é de X graus, o tempo está bom e a hora local é 22h45m". Olho para o meu relógio, para poder alterar, e vejo 01h15. Fico preocupado com a sobriedade do piloto, teria ele bebido demais?? Onde já se viu um fuso horário de 2h30? Aprendi no colégio, nas aulas de geografia do 1 ano, que os fusos são em horas cheias, com Greenwitch sendo a referência. Seria Caracas uma aberração, algo como GMT - 4h30?? Incrédulo, decidi não alterar meu relógio naquele momento. Esperei desembarcar e conferir. Pior: o piloto estava certo. Lugar louco. Depois a Vanessa descobriu o porquê dessa zona (http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL107136-5602,00.html).

Chegamos em Caracas. Enquanto esperávamos as malas, decidi descobrir quanto era o câmbio. Primeiro passei numa lojinha (um mini duty free) e perguntei. A mulher me falou "no câmbio oficial, 1 dólar para 2,15 bolívares. No oficial.". Percebi a ênfase. Fui ao câmbio oficial, ainda enquanto esperávamos a bagagem, e troquei 30 dólares, para termos o básico para o táxi. Assim que saímos para o saguão principal, fomos atacados por um monte de taxistas "táxi?? táxi???" e por um igual número de cambistas "pago 3000 por dólar - pago 3500 - pago 4000". País louco. Enfim, trocamos mais um punhado de dólares por bolívares, já na taxa 1 para 4, o dobro do oficial. Pegamos um táxi para o hotel, dormimos e, no dia seguinte, retornamos ao aeroporto. Ainda no aeroporto de Caracas encontramos Nielsen e Mirna, e juntos embarcarmos para Isla Margarita.

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Mulher
    Visitante número: