O motivo (se é que precisa) da ida a Paris foi a visita que já tínhamos programado a um casal de amigos, em Londres. Então, como íamos a Londres, resolvemos passar antes em Paris e Bruges. Nós fomos receosos com duas coisas: não falamos francês e o francês é grosso e mal educado. Então, aprendemos poucas palavras soltas e diretas, como bom-dia, boa-tarde, obrigada e por favor (o Vinicius conseguiu aprender algumas mais) e uma única frase complexa: eu não falo francês. E quanto à grosseria, não tínhamos o que fazer. Paciência. Fomos! Não sei se porque a gente é bonito, ou temos cara de ricos, ou de pobre, ou sei lá o que, mas ninguém nos tratou mal. Foi super tranquilo, e sempre assim: chegávamos, falamos os cumprimentos em francês, às vezes explicávamos que não falamos francês em francês, mas muitas vezes perguntávamos em inglês se podíamos falar inglês. E assim foi feito e deu tudo certo.
A partida (aeroporto de Brasília)
Já no aeroporto, tivemos contato com culturas bem diferentes. Conhecemos um casal de Rondônia, que estavam conexão em Brasília. Eles estavam com indo pra Europa também, encontrar os filhos que moram. Nosso encontro foi assim: quando acabamos de fazer check-in, logo depois deles, eles perceberam que íamos pegar o mesmo vôo. Daí perguntaram se poderiam ficar conosco, pois estavam com medo de não conseguir embarcar ou embarcar no avião errado. Dissemos, obviamente, que sim, sem problemas. E ficamos batendo papo. Eles moram na área rural de Rondônia, não sei bem onde. Eram bem matutões. O senhor já tinha ido à Europa visitar o filho, era mais descoladinho. Já a senhora morria de medo da escada rolante. Nunca tinha visto uma. Ficava sempre muito acanhando e olhando meio de lado, parecia que estava numa selva! Impossível não imaginá-la na Europa. E, como o senhor disse que a comida da Europa era muito ruim, eles tinham despachado uma mala de comida pra agradar os filhos. Comida frita! Mais especificamente porco frito. Todas as partes dele. Acho que galinha caipira também. E eles tinham saído de casa de madrugada, chegado em BSB 6 da manhã, ficaram o dia todo no aeroporto, iam embarcar de novo só 16h, viajar a noite toda, chegar em Lisboa 6 da manhã, horário de lá, e fazer novamente outra conexão até Milão, pra onde eles iam. Queria saber se a mala chegou, e como chegou.
Na hora do embarque e emigração, o agente me fez uma das mais belas perguntas: "você é maior de idade?" Adorei! É que quando é menor de idade, a emigração é diferente. Embarquei feliz!
A TAP - a TAP é foda. Os aviões são apertados como os da GOL pro trecho Brasília-São Paulo. Achei que isso nem podia, afinal são quase umas 10 horas de vôo. E viva nossa TAM (ou a primeira classe de qualquer delas, meu novo sonho de consumo).
Em Paris
Vai se complicado escrever sobre Paris sem repetir mil vezes as mesmas palavras. Linda, impressionante, magnífica, grandiosa, romântica. Paris é tudo isso. E a cada esquina. Acho até que é a terra do advogado imperial mundial. Alguns conceitos vão se formando quando estamos por lá. Um deles é de que o homem é capaz de construir e erguer qualquer coisa. O outro é que Paris deveria ser a última cidadea ser conhecida na sua vida. Porque depois de Paris, é difícil ficar impressionada ou embasbacada com qualquer outra.
Acredite e siga:
Chegamos no Charles de Gaulle. Aeroporto gigante, com um emaranhado de esteiras rolantes de revestimento transparente que se cruzam no ar no meio do aeroporto. Bem interessante. De metrô, fomos pro hotel. Andando na ruas, fiquei impressionada com a quantidade imensa de Smarts, Mini Cooper, e uns carros que nunca tínhamos visto nas ruas. É perceptível a forte tendência aos carros pequenos. Chegamos no hotel Charing Cross, check-in, banho e rua!
O Hotel Charing Cross
Nada de luxo. Mas foi bem satisfatório. Os atendentes eram bacanas, alguns bem divertidos, tinha elevador (sim, essa é uma consideração importante) e café da manhã. Fora a deliciosa baguete com uma manteiga fenomenal, o café da manhã era bem fraco: café, leite, croissant doce e salgado, um tipo de queijo (como assim um tipo de queijo? Era em Paris!), chá, biscoito tipo cream cracker e uma salada de frutas horrorosa. Pra quem não come leite nem açúcar, era complicado. Adoçante? Acho que eles nunca viram isso por lá. Tive, nem sempre por vontade, que comer açúcar. Coitado do meu pâncreas. No quarto tudo funcionava bem: controle remoto, chuveiro e descarga. Porém, acho que a roupa de cama (sabão em pó, amaciante, ou ácaro mesmo) me deu uma puta alergia. Logo fiquei toda empolada, nas regiões em contato com os lençóis: pescoço, rosto, braços. Melhorou dias depois de sair de lá. Assim é a Europa. Você gasta uma fortuna para ficar num lugar tosco, nada de táxi ou qualquer serviço de terceiros. E mesmo assim você quer voltar.
Olá pessoas!
Aqui, a causa da viagem se deu pela dobradinha "precisamos gastar umas diárias da Bancorbras" + "ó, a TAM tá com passagens muito baratas pra Buenos Aires". E lá fomos nós, dessa vez com meus pais e duas primas.
Dessa vez, Buenos Aires deixou um pouco a desejar. A cidade parece estar meio decadente, e as notas de dinheiro falso são um problemão. Pegamos uma de 100 pesos, na casa de câmbio! E em toda compra, era um tal de um confere as notas que você está dando, depois você confere a nota que recebeu. Pensa: você nem conhece o formato e grafia da nota, e tem que aprender se ele é falso ou não. Era sempre um stress. Ainda assim, tem coisas interessantes:
FOZ DO IGUAÇU - Merece mesmo ser visitada. As cataratas são impressionantes, lindas, imponentes, encantadoras. Dá um pouco de orgulho de ser brasileira, porque é uma puta atração turística no nosso país. E, de quebra, tem a parte de compras, que é show!
vista panorâmica do helicóptero
Juntando a dobradinha "as cataratas são lindas, e as compras por lá também" + "promoção da TAM e Mastercard Paga 1 Viajam 2" resolvemos visitar uma das bordas do país. Pegamos a indicação de uma excelente guia, a Beatriz Ramser, que nos pegou no aeroporto e só nos deixou lá de volta 5 dias depois. Foi uma beleza: ela nos buscava no hotel, nos levava nos passeios, acompanhava em alguns programas, dava informações, indicava lojas, restaurante, dizia o que precisava e o que não precisava, organiza o tempo, levou no Paraguai, na Argentina. E pra tudo lá se precisa e carro. A cidade estava vazia, então a van e a guia estavam a disposição da gente quase todo o tempo. Só no último dia que surgiu um casal de BH e fomos juntos à Argentina, e foi super legal. Por essa mordomia, pagamos R$ 200,00 cada um. Eu achei que valeu muito a pena.
Dos 5 dias, tivemos 4 sortudos e brilhantes dias de sol. Choveu no último, dia de arrumar mala e ir embora, então tudo bem.
Chegando do aeroporto, fomos direto sobrevoar as cataratas de helicóptero. Primeira vez de helicóptero e primeira vista das cataratas. Foi uma excelente boas-vindas. Saindo de lá, fomos conhecer o Parque das Aves, que é bem em frente. O Parque das Aves é um zoológico predominantemente de aves, mas também tem cobras, jacarés, lagartos, borboletas e até um casoar, um bicho grande australiano que parece ser a origem de quase todos os outros animais. Muitos dos animais de lá foram apreendidos pela fiscalização da fronteira. Mas o lugar é particular, de uma francesa, inclusive. Não é muito barato pra entrar, foi uns R$ 15,00, mas vale a pena. Lá, a gente não vê as aves de fora do viveiro, pela grade, a gente passa entre os viveiros! E pode chegar bem perto, e tirar fotos. Pensa nos tucanos bem perto, mordiscando sua mão. Uma delícia. Tem também umas aves bem diferentes e muito bonitas!! No recinto dos flamingos, foram colocados espelhos para que eles pensassem que a população era maior e ficassem incentivados a se reproduzirem. E deu certo. O lugar é muito agradável, bem estilo florestal.
Depois fomos pro hotel, fazer check-in, pois as malas ainda estavam na van (olha que tempo bem aproveitado. Se tivesse que ir ao hotel deixar mala efazer check-in, o dia já teria acabado.). O hotel, Bourbon, é maravilhoso. Aproveitei que só tava pagando 1 pacote, e enfiei o pé na jaca. Bom demais ser bem tratado. O café da manhã era show de bola, com muitas opções de produtos sem açúcar, frutas lindas e gostosas, pães diversos, aquela coisarada americana, e até champagne!! Sim, tinha champagne no café da manhã. Nem sou fã, mas tive que beber :) Tinha piano e pianista, uma academia razoável, um monte de atividades de lazer e até um mini zoológico. E ainda tinha pipoca de petisco no bar. Então eu pedia uma água e um prato de pipoca. Uma beleza. Jantamos todos os dias no restaurante italiano do hotel, de ótima qualidade e preço justo.
No dia seguinte fomos conhecer o Parque Nacional de Iguaçu. O parque é gigante, e tem mil atividades. Escolhemos um pacote de dia inteiro, com a Trilha do Poço Preto (aqui tem um link prum video do you tube, não é nosso, mas mostra bem como é o passeio) e Macuco Safari, que incluia uma trilha de bicicleta guiada (novamente só eu, Vinicius e o guia, dessa vez outro guia), que também pode ser feita de jipe, restante de trilha a pé, almoço (já incluído), trilha a pé pra ver as cataratas brasileiras e macuco safari (passei com um bote inflável que te leva lá nas cataratas!). Tudo saiu por uns R$ 220,00, casa um. Foi excelente! A trilha de bicicleta foi divertida (com direito a queda do cipó) e tranquila, exceto pela subidinha que em fez ir a pé do lado da bike. Ó vergonha! O guia era bacana, e ia falando e mostrando as flora e fauna. Depois da bike, andamos um pouco, vimos algumas aves e alguns jacarés, no Lago dos Jacarés. Daí a gente pega uma lancha e dá umas voltas pelo rio, e também tem a opção de pegar um remo ou coisa parecida, mas optamos por não fazer assim e seguir na lancha mesmo, porque além de molhar, eu fiquei com medo dos jacarés. O rio é cheio de jacarés! Depois da lancha, caminhamos mais um pouco e daí acaba a parte do guia. Fomos até o restaurante de ônibus (isso tudo dentro do parque, que quase parece uma cidadezinha) e depois fazer a trilha das cataratas brasileiras. São incríveis! Muito lindas e impressionantes! O arco-iris sempre lá é um encanto!! Pouquíssimos brasileiros e bastantes estrangeiros. Fiquei meio triste com isso, porque lá é um lugar que merece muito ser visitado. É muito bonito. Não precisar ir em Natal ou Fortaleza 45 vezes na vida, gente! Enfim. De lá, fomos pro Macuco Safari, também de ônibus. Gente, uma loucura!! A água fria pra cacete, a queda daquelas cachoeiras são fortes. E nós éramos os primeiros do bote. Bom, o Vinicius achou do caralho, e eu sofri um pouco, rindo pra não chorar de tanto frio e dor quando o bote chegava na queda d'agua. Mas achei que valeu a pena. É emocionante! E todo mundo sai enxarcado.
Dia seguinte: El Paraguai! No caminho, tive uma boa impressão da cidade de Foz do Iguaçu. Achava que seria feia, mas achei bonitinha. Passando pela Ponte da Amizade, senti alívio de estar passando por ali de carro e não a pé. Tem cara de coisa mafiosa e ilegal. Suja... Logo depois da ponte tivemos que nos identificar pra uma pessoa que você nunca diria que era um fiscal do Estado: uma cara com cara de mala, sentado numa cadeira de plástico branca, no meio da rua, com uma camisa esportiva falsa. Só a guia saberia que era aquele o fiscal. No estacionamento da van, tinha uma placa de Proibido Urinar no elevador, sujeito a multa de 20 dólares. Achei divertido. Algumas lojas cobram uma taxa de 5 a 10% para pagamentos com cartão de créditos. Ter dinheiro em espécie foi importante. E vale pedir desconto. Inicialmente fomos numa galeria, chamada Americana. Deu pra ver algumas coisas, experimentar outras e ter referência. Saindo de lá, fomos à Monalisa. Entrar na loja e nos livrar dos vendedores ambulantes empurrando meias, cuecas, panfletos é outro grande alívio. Um shopping muito bacana, mas não se encontra de tudo, e como tem coisas mais chiques, acaba sendo um pouco mais caro, mesmo com os 10% de desconto. Mas fizemos a festa: roupas esportivas, camisa de trabalho de marca boa, cosméticos, fone de ouvido, sapato. Daí fomos perambular um pouco. Ao sair da Monalisa, o ataque dos ambulante recomeçou. Passamos numas lojas de música e de suplemento alimentar. Muito baratos! Bingo!!! Foi isso. Compramos, compramos, compramos e voltamos pro hotel.`
Último dia: Argentina. O passeio das cataratas do lado da Argentina é bem maior e mais demorado, apesar de não ser o mais bonito, com exceção da vista da garganta do diabo pelo lado argentino, que é fantástica. Molha e encanta. Nunca vi um arco-iris tão vivo e perfeito. Saindo do parque conhecemos um pouco da cidade de Foz do Iguazu, fomos ao marco das três fronteiras. Achei muito legal ber a borda do Brasil. O almoço foi por lá, com a Beatriz e o casal de BH. Muito bom, com vinho e chorizo, num lugar simpático e comida gostosa. Na entrega da conta, espumante! Achei o máximo. Depois do almoço fomos ao Free Shop de Puerto Iguazu. Mais umas comprinhas e de volta ao hotel.
É isso, fotos aqui.
Beijocas. Vanessa
Olá pessoas!
Esse ano rendeu ótimas viagens: Foz do Iguaçu, Buenos Aires, Paris, Bruges, Londres e Nova Iorque. Os próximos posts serão sobre as viagens. Quero ter essa recordação. E quem sabe não dê uma mãozinha pra quem está com algum desses destinos em planejamento?
Beijocas. Vanessa
Pessoas, vou colocar como post o comentário deixado pela Anna Stellato sobre a feijoada de frutos de mar do post anterior. Achei que seria justo, assim todos podem ver.
[AnaStellato] [anastllato@labenedicta.com.br]
A feijoada é deliciosa, sou eu quem faz, com feijoões brancos e todos os deliciosos frutos do mar, imperdível!
04/08/2009 18:52
Beijocas. Vanessa
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