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BRASIL, Mulher

BRUGES - JULHO 2009

Oi pessoas!


De Paris, partimos de tem para Bruges, na Bélgica, por indicação do Craudio. Fomos de trem de Paris até Bruxelas, e em seguida de Bruxelas até Bruges. Mais ou menos umas 3 horas todo o trajeto. Foi uma super indicação! Bruges é uma cidadela minúscula e medieval. Dizem ser a cidade medieval mais conservada. E acho bem possível, tamanha é a beleza e estilo daquele lugarzinho.  De tão pequena a cidade, a escala do mapa é feita em minutos de caminhada. Ficamos 2 dias.

Chegando em Bruges, bem na saída da estação de trem, passamos por um gigante e impressionante estacionamento de bicicletas. Como alguém consegue achar sua bicicleta ali???  Fomos andando da estação até o hotel. Um pouco chata a caminhada, por causa das ruas de pedras. A mala fazia um barulho chato e ia balançando de forma mais chata ainda. Já deu pra ir entrando no clima da cidade, observando as ruelas...Achamos nosso hotel e achamos muito legal! Foi indicação da Nathália. Era um mix de hotel, hostel e restaurante. Chama-se Passage, o dono é casado com uma brasileira e fala português e a diária custou 60 euros, sem café da manhã. Também sem elevador, sem TV, sem frigobar, sem ar condicionado. E nada disso faz falta, acredite. A menos que você resolva ter 5 malas....Daí, nesse caso, arregace as mangas e subas as malas pela escada, ué, uma a uma :)

Bruges é assim: cheia de pessoas sorridentes, saudáveis, felizes. O comércio fecha abre às 10h e fecha às 18h, e os restaurante de 12h às 14h. Mesmo com a cidade bombando de turistas! Lá eles trabalham pra viver, e não o contrário. Nos pubs e praças é cheio de gente de lá também, não apenas de turistas. 

No hotel, pegamos um mapa da cidade super legal. Feito pelos próprios moradores, com coisinhas engraçadas e design bacana. É cheio de dicas, informações e foi nosso guia por lá. Graças a Deus era em inglês, porque a língua local, o flamengo, é foda. Cheia de consoantes e umas palavras gigantes. O nome das ruas era algo tipo Gruuthusestraat. 

Almoçamos ali pelas redondezas do hotel. Entenda redondezas a região a, no máximo, 3 minutos dali. Enquanto esperávamos a comida, que não foi muito boa (mas também a gente não entendia o cardápio direito e pedimos meio na sorte), pedimos uma cerveja (a era do vinho passou. Afinal, estávamos na Bélgica!)  e começamos a estudar o mapinha e programar os dias.

Saindo almoço, fomos perambular pela cidade e chegamos na praça principal. Uns prédios belíssimos, com torres e bandeiras. Sentamos num dos restaurantes e adivinhem, tomamos mais uma cerveja belga. Nesse dia tava bem quente. Depois andamos pelas ruelas, passeamos a margem do rio que passa pela cidade, fotografamos, namoramos, suspiramos. A cidade é linda! Na andança, descobrimos que estava rolando um festival de música alternativa. Olha que sorte! Era o Vama Veche. Voltamos lá e descobrimos uma banda bem legal, a Blackie & The Oohoos. Bebemos cerveja, e nos divertindo observando as pessoas...todos felizes, sorridentes e alguns bêbados, claro. 

 

  • Batata Frita: a batata frita é belga, e não francesa! Pode acreditar. Acham que é francesa pois, na Primeira Guerra Mundial, os comandantes belgas falavam francês. Daí quando eles faziam as batatas fritas os aliados se referiam a elas como French Fries. Lá tem várias lanchonetes que servem batatas fritas, bem barato.
  • Os chocolates belgas.....Existem umas lojas lindas e deliciosas, com umas vitrines todas de chocolate. Mas são caros!! Uns 20 euros o quilo. No Carrefour Express que tem na cidade tem chocolates belgas bacanas e o preço é bem melhor. 
  • Brugs Beertje: um pub fantástico. O cardápio do lugar era imenso, parecia um livro, e era só de cervejas belgas, de regiões da Bélgica! Logo vi um cachorro imenso e manso e quis sentar perto. Ele (o cachorro) estava com um casal, e batemos papo um tempão. Foi divertidíssimo. Não temos idéia dos nomes deles, mas sei que ela era cabelereira e ele professor de flamingo. O nome do cachorro eu sabia, mas esqueci. Talvez lá tenha rolado a maior ousadia da viagem: bebemos uma DeuS, cerveja "achampagnada". Custou 25 euros. Eu sei que assuta, mas foi o menor preço que já encontramos, então, essa era a hora de provar.  Parece mais champagne que cerveja, pois a textura, aparência, a garrafa, tudo lembra champagne, mas com um toque de cevada que te faz lembrar que é uma cerveja. Conclusão: ela é como toda champagne deveria ser :) Depois da DeuS bebemos mais algumas, o cachorro foi embora com o casal e na mesa deles sentaram 2 pessoas: uma velha (filha) e a outra mais velha ainda (a mãe). Que pessoas divertidas! Eram da Escócia, estavam lá há uns 4 dias, já tinham ido em Bruges antes e voltavam sempre pra beber. A mãe tinha uma cara "i'm fucking crazy" e a filha ia pelo mesmo caminho. Depois de muito papo e muitas risadas, voltamos pro hotel.
  • Beer Tour: custa 5.50 euros e é por uma pequena cervejaria de lá.  É legal, mas nada demais. Só vale a pena se tiver tempo sobrando. Tem uma guia que vai dando informações da cerveja, da história do local, faz umas piadinhas e tals. O local é cheio de escadinhas, às vezes tão toscas que o degrau não cabe meu pé 34/35 e outras vezes é preciso descer de costas! 
  • Passeio de barco: escolhemos um péssimo horário. Perto da hora do almoço, depois do Beer Tour, onde ganhamos um cerva de brinde....eu, literalmente, debrucei no banco da frente e dormi. Fora esse fato, é bem legal, porque enche os olhos de tanta paisagem bonita. 
  • Tentamos almoçar num restaurante muito bem indicado pelo mapa, o Pas Partout. Mas chegamos muito tarde, e o restaurante já estava fechado: 14:15h. Então rumamos para o Café Vlissinche, o bar mais antigo de Bruges, inaugurdo em 1515!! Foi muito legal, a comida estava boa e o encanto de estar num lugar inaugurado 15 anos após o descobrimento do Brasil é insuperável! 
  • Belfry: famosa torre na praça central da cidade. Custa 8 euros e são 366 degraus. Seguinte: se você acha um absurdo ir numa cidade e não fazer a atração principal, nem pense duas vezes. Vá. Se você não se importa tanto com a  falta da foto clássica no álbum pense duas vezes. A escada tem exatamente as características de uma escada construída há não sei quantas centenas de anos: estreita, torta, gastada. E pela mesma escada as pessoas sobem e descem. Daí congestiona, faz calor, bate um arrependimento de ter pagado praquilo. A vista lá de cima é linda, a cidade parece uma maquete de tão perfeitinha, telhados todos combinando. Mas de baixo também existem dezenas de paisagens de quebra-cabeça de 5 mil peças, sabe? Toda hora você quer tirar foto. So, it's up to you!
  • A Madonna With Child de Michelangelo está lá em Bruges, na Church of Our Lady. Infelizmente, a igreja estava em reforma e não visitamos. 
  • Holyblood Chapel: é uma igreja muito simpática. Bem pequena e colorida, com uns traços egípcios. É famosa por acreditarem que lá contém uma gota do sangue de Cristo num cilindro adquirido numa cruzada para Jerusalém no século 12. O cilindro pode ser tocado durante umas cerimônias específicas pra isso.
  • Passage: o restaurante do nosso hotel. Bem famoso por lá, e a comida é deliciosa. Comemos, bebemos, fizemos amizade com a mesa do lado, e fomos embora quando percebemos que quase só tinha a gente no restaurante e ainda não tínhamos conseguido provar nem metade do cardápio de cervejas. 

 

Fotos aqui. Beijos!

Vanessa



Escrito por Vanessa às 04h18 PM [ ] [ envie esta mensagem ] []

Comidinhas de Paris

 

Olá pessoas! Post sobre algumas comidinhas de Paris. Imporante saber: o covert nunca é cobrado, a água de torneira sempre é servida, e muitas vezes a gorjeta já tá incluída nos valores das comidas, é sempre bom verificar isso no cardápio. Portanto, na maioria das vezes, a conta sai pelo somatório do valor das coisas que a gente pediu. É sempre possível achar comidas parecidas com as nossas, por preços normais, e isso é uns 10 euros o prato. Eu acho que o divertido é variar: um dia vai de sanduíche da rua, outro de crepe, no outro compre ítens no mercado, outro no restaurante e assim a viagem vai ficando mais interessante.

O saduba e o crepe abaixo foram num meio restaurante meio bar em Les Marais. O sanduíche é com carne de porco e deve ter sido uns 10 euros. O crepe é de salmão com queijo brie, a aparência não anima muito, mas estava delicioso. Custou 7 euros. Esse foi a melhor massa de crepe que comi, pois ela não sobressaia ao sabor do recheio. As outras sempre tinham o maior gostão de farinha de trigo, especialmente os crepes de rua. Empolgada com a massa gostosa, provei um de nutella, foi uns 5 euros, e era bem do tamanho desse, lotado de nutella. Foi fantástico. A esperta aqui não anotou o nome do restaurante. 

O restaurante do Palácio de Versailles, o La Flotille, tem um ótimo custo benefício. Considerando que lá é bem longe, sem opção de almoço por perto, o ambiente e todo o charme de almoçar por lá mesmo, os pratos variando de 10 a 13 euros é algo bem satisfatório. E ainda tem opções de pizza que dá pra dividir. Fomos de vinho (10,80 euros), o Vinicius de costelinha de porco, arroz com cara de dormido, saladinha (11,50 euros) e café (2,30 euros), e eu de bife, fritas e salada (12,50 euros). Uma pena não ter pedido pra tirar esse molho, não era ruim, mas também não era bom.O total foi 37,10 euros, mais a gorjeta ficou 39 euros.


Na última refeição em Paris, decidimos provar escargot. Fomos ao Triadou Haussmann, um restaurante um pouquinho melhor. O escargot é servido como entrada, e a porção com 6 custa 12 euros. O bichano não é nojento. A consistência é bem firme, parece mexilhão. O gosto lembra frutos do mar, mas o molho domina a parada. O nosso era pesto, tava bem bom!  O Vi foi de pato com molho de pimenta acompanhado de purê de batatas (reparem no óleo do purê), por 20.50 euros, e eu filet com salada, por 15,00 euros. A carne de lá é quase sem tempero, muito sem graça. Essa não fugiu à tradição. 


Essa comilança aí foi uma das nossas jantas "em casa". Salmão defumado (3 euros), queijo camembert e roquerfort (esses extremamente frescos, e muito baratos, mais ou menos uns 3 euros a embalagem que dava pra nós dois e sobrava pro dia seguinte, e pro outro, até jogarmos um restinho fora), sardinha (1,50 euros), kani (??), pão de forma (??) e vinho branco (por volta de 5 euros) pro nosso tradicional sanduíche francês.

A pizza com a cara do Mickey da Eurodisney. Era horrível, pior que essas congeladas da Sadia e afins, mas diz se não é uma graça! O combo com a pizza, salada e refrigerante custou 13,90 euros e deu pra dividir, afinal ninguém ia repousar depois do almoço. A foto de baixo é um cheese burgue, uma mega salada, refri gigante e o iogurte, também grande, não é a nossa porção individual daqui. Também por uns 12 euros, e também dá pra dividir tranquilamente. Só a salada já enche.


Existem dois pratos bem tradicionais, sempre estão em qualquer cardápio: a soupe a l'oignon (sopa de cebola) e o croq monsieur (misto quente). Geralmente eles ficam na parte das entradas, custam entre 6 a 9 euros, e podem valer uma refeição. O croq monseiur às vezes vem com uma saladinha, e se você quiser com um ovo o nome é outro: croq madame. A sopa de cebola só pedimos num lugar e não tiramos foto, mas é igualzinha essa aí da foto tirada da net. 

 

No dia em que fomos à Ile de La Cite, almoçamos num restaurante chamado Degrés de Notre Dame, que também é um hotel. Também é um hotel. Foi um ótimo achado. O menu com 3 pratos custava 12.80 euros e 500 ml de vinho tinto 7.50. Lembrando da água e couvert "free", comemos bem e a conta ficou 33,10 euros. 

Beijocas.

Vanessa

 

Escrito por Vanessa às 12h01 PM [ ] [ envie esta mensagem ] []